quinta-feira, 26 de abril de 2012

O furo que todo repórter gostaria de ter


Dando sequência aos nossos posts e seguindo a sugestão dos queridos votantes, Woody Allen aparece, de novo.
Em Scoop- o grande furo, protagonizado pela queridinha de Woody, Scarlett Johansson, e o galã, Hugh Jackman, o romance acontece, mas não é protagonista, como em Meia Noite em Paris. Aqui, a semelhança com a obra brasileira O auto da barca do inferno, acredito, seja mera coincidência.
Tudo começa em um barco, guiado pela Morte e ocupado por almas de pessoas comuns. Entre elas, está um famoso repórter, Joe Strombel, e a secretária do milionário, Peter Lyman (Jackman).
Durante um bate-papo entre as duas almas, a secretária revela a Joe que o procurado “assassino das cartas de tarô” é, justamente, Peter. Joe, então, dá um jeito de voltar ao mundo dos vivos e cai “de paraquedas” no show de mágica de Sidney Waterman (Allen), exatamente no momento em que a jovem jornalista, Sandra Pransky (Johansson) participa de um número. É quando o falecido revela o grande furo à Sandra que, posteriormente, tentará descobrir a verdade sobre o fato.
Produzido em 2006, o longa mistura investigação, surrealismo e comédia, tudo a La Woody Allen, ou seja, com o devido “lado B” e fatos “fisicamente” impossíveis.
Com tudo isso misturado, o filme deixará telespectadores um pouco sem fôlego: parte por culpa do suspense, parte por culpa de Hugh Jackman, que, como sempre, está de tirar o fôlego (Scarlet, também, não deixa por menos nesse quesito).

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Uma luz na bela cidade das luzes

Um bom roteirista ou diretor, diante de um enredo ficcional, consegue tornar crível, momentaneamente, até mesmo o impossível. Woody Allen, com trabalhos mais hollywoodianos, tem atingido esse propósito de maneira muito bacana e criativa.
Exemplo disso é sua última produção, Meia noite em Paris, que ganhou os holofotes na última festa do Oscar e levou o prêmio de melhor roteiro.
A história, que se passa em Paris, e é protagonizada por dois atores em ascensão- Owen Wilson e Rachel McAdams-, tem como personagem principal um bem sucedido roteirista de filmes hollywoodianos (Wilson), que está à procura do “lado B” para seu trabalho e é fortemente inspirado pela capital francesa, onde passeia por alguns dias com a noiva (McAdams) e sogros.
A vontade de voltar à Belle Epoque parisiense se concretiza e ele tem a oportunidade de conhecer famosos escritores e artistas do início do século XX, como Scott Fitzgerald, Pablo Picasso, Ernest Hemingway e T.S. Eliot, interpretados por atores não menos talentosos do que os principais.
O contato com os artistas abre um novo caminho à vida profissional do roteirista, bem como à pessoal.
A ficção misturada à realidade, os grandes gênios da literatura e artes, além da dose extra de romance acrescentada ao filme, fazem da produção merecedora do prêmio da Academia, bem como do tempo gasto em assisti-la.
Meia-noite em Paris ilumina, ainda mais, a cidade das luzes, e prova que o cenário para um enredo como esse não poderia ser outro.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A traição bem-sucedida... na ficção

Alguns sentimentos, por mais fortes que sejam, não devem ser sufocados. A sentença anterior, que já se tornou lugar-comum, serve de mote para a comédia-romântica (mais para romance do que comédia) Something borrowed, protagonizada pela nova queridinha de Hollywood, Kate Hudson, e por Colin Egglesfield, novo nas telas e que, certamente, irá “bombar” (lembra uma versão mais jovem de Tom Cruise).
Rachel, advogada nerd, é melhor amiga de Darcy. Durante a faculdade, Rachel conheceu Dex, o típico garoto bonitão, que, em sua cabeça, jamais prestaria atenção nela, razão pela qual Rachel decide sufocar seus sentimentos, até descobrir, anos mais tarde, às vésperas do casamento de Darcy e Dex, que o homem dos sonhos (de qualquer mulher...) corresponde ao seu amor.
Bem mamão com açúcar, com uma dose de “trairagem”, mas, por incrível que pareça, dessa vez, é bem provável que grande parte dos telespectadores torça pela felicidade da amiga (-da-onça).
Para assistir ao trailer: http://www.youtube.com/watch?v=fVrV_wDl8nc

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Um é bom, dois é ótimo, três é... forçado.

Por mais sucesso que façam algumas produções cinematográficas- o que leva à produção de sequências para as mesmas- o que qualquer diretor, produtor ou roteirista deve ter em mente é o seguinte: cuidado com a empolgação.
Quando se empolgam demais, a continuação de certos longas pode ser forçada, fora de contexto e decepcionar os telespectadores.
Foi o caso do filme “Atividade Paranormal 3”. Muito mais dinheiro foi gasto para essa produção, se compararmos com o mísero orçamento de US11 mil gastos para fazer o primeiro filme- mas ainda um valor esdrúxulo de comparado com o dinheiro normalmente gasto para outras produções hollywoodianas.
No terceiro filme da produção, a intenção foi contar como tudo começou e, da mesma maneira que o primeiro e segundo, tem como protagonistas as irmãs, Katie e Kristie. Dessa vez, o filme as mostra ainda crianças e as gravações dos primeiros contatos delas e de alguns membros de sua família com supostos espíritos do mal, que habitam a casa onde moram.
O telespectador levará alguns sustos, com certeza! E, na realidade, os primeiros 50 minutos do filme são bons. O que acaba com tudo são as partes finais, que, além de apelarem para os mesmíssimos efeitos, vistos nos episódios anteriores, traz um final totalmente fora de contexto daquele que todos os que assistiram ao primeiro filme esperavam.
Para assistir ao trailler, clique aqui.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O dormindo que deixa bem acordado

Hoje em dia, um bom filme de suspense tornou-se raro. Dificilmente vemos histórias bem boladas com finais surpreendentes e o “durante” angustiante. Razão pelo qual acredito que certos filmes tenham se eternizado nas telinhas.
Exemplo é o famoso “Dormindo com o inimigo”, estrelado pela bela Julia Roberts, no qual ela faz o papel de Laura, uma mulher casada com um cruel consultor financeiro, que, constantemente leva boas bofetadas e não vê saída em escapar dele, a não ser a morte- ou uma pseudomorte.
Sem longa duração, o suspense gira em torno do momento em que o marido de Laura irá descobrir que a querida esposa morta está vivinha da Silva!
Embora com um bom enredo- mesmo que previsível- o elenco deixa um pouco a desejar. Tirando Roberts, a única com notoriedade entre os atores- o restante tem uma atuação de boa
à regular. Mas, nada que possa estragar a tradicional angústia de produções desse gênero.
Para assistir ao trailer (fico devendo as legendas): http://www.youtube.com/watch?v=6w-68kXgr_E&feature=related  

quinta-feira, 10 de março de 2011

Macabramente genial

Como uma fã quase incondicional de Stephen King, sou até um pouco suspeita para falar das obras-primas que o escritor publica. No entanto, embora o admire, a fórmula de King é muito simples: se você gostar de um filme, gostará de- quase- todos.

Não é exceção o não tão conhecido “A tempestade do século”, filme produzido em 1999, no qual King continua com seu estilo alucinante e fora da realidade.

Nesse longa, King mantém as tradicionais características de suas obras: história looooonga (260 minutos de duração), pequena cidade estadunidense como cenário e personagens das mais diferentes idades e personalidades como protagonistas.

Eis que, para tirar da rotina a pequena cidade de Litlle Tall, aparece o forasteiro Andre Linoge (Colm Feore), logo no início do filme assassinando uma das moradoras da cidade e deixando de cabelo em pé o resto dos habitantes. É quando começa o desespero e o medo do desconhecido, que irá transformar os dias de tempestade de neve ainda mais sombrios.

Mais do que recomendo e, já aviso: não se deixe desanimar pela longa duração do filme. Você não conseguirá desgrudar os olhos da tela enquanto não souber o que quer o macabro forasteiro que, incessantemente, repete a sentença “Dê-me o que eu quero e eu irei embora”.

Para assitir ao trailler (fico devendo um de boa qualidade): http://www.youtube.com/watch?v=eHTmZE74Bd0

Muita coincidência!

Com um roteiro até mesmo surreal, a nova comédia romântica em que Jeniffer Aniston estrela como protagonista arrancará mais comoção do que risadas. Mas, por incrível que pareça, isso não é algo ruim e, pelo contrário, é o que traz ao filme uma dose de criatividade e romantismo.

Cansada de esperar para ser mãe, Kassie (Aniston) decide fazer uma inseminação artificial e, para comemorar a futura gravidez, dá uma festa e convida, inclusive, o doador.

Wally, melhor amigo de Kassie, interpretado pelo ator, Jason Bateman (“Encontro de Casais” e “Hancock”) é contra a decisão da amiga e tenta dissuadi-la a desistir. No entanto, é mal sucedido.

Para não estragar a graça do filme, já que recomendo que todos vejam, resolvo não contar mais detalhes do enredo, no entanto já adianto que a situação mais inusitada acontece na festa de comemoração da gravidez, que irá mudar a vida de Kassie e Wally para sempre.

Ótimas atuações, bom humor e surpresas, “Coincidências do amor” irá deixar o telespectador satisfeito, mesmo que carregue o tradicional happy end das comédias românticas. Um filme agradável em meio a tanto lixo que a indústria do entretenimento vem produzindo ultimamente.

Para assistir ao trailler: http://www.youtube.com/watch?v=7k8mugA3pCw&feature=fvst